BHZEMBSB surgiu da "fome com a vontade de comer" em divulgar algumas sugestões culturais de BHZ e BSB, trocar "figurinhas" sobre música, livros, filmes e otras cositas mas. E além é claro de tentar apaziguar as saudades de Beagá.
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22 de julho de 2012
25 de janeiro de 2012
25 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DA BOSSA NOVA
Em 17 de abril de 2009, Luís Inácio Lula da Silva sancionou a lei que estabelece a criação do Dia Nacional da Bossa Nova.
A data passou a ser comemorada a partir do ano de 2010, no dia 25 de janeiro, data de aniversário do maestro, compositor e cantor Antônio Carlos Brasileiro Jobim um dos expoentes desse gênero musical genuinamente brasileiro.
A Bossa Nova nasceu no Brasil no final da década de 50, trazendo uma nova maneira de tocar e cantar o samba.
Com uma forte influência do jazz norte-americano, a Bossa Nova passou a ser um dos movimentos musicais brasileiro mais conhecido em todo o mundo. Grandes nomes fizeram parte desse movimento, tais como: João Gilberto, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal dentre outros.
No Rio, cidade onde nasceu o movimento, acontecerá uma série de atividades para comemorar a data como debates, exposições e shows.
Ficamos então com "Desafinado", na voz de Tom Jobim e João Gilberto.
19 de outubro de 2011
98 ANOS DE VINÍCIUS DE MORAES
Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes, O Poetinha, nasceu em 19 de outubro de 1913 se estive vivo completaria hoje 98 anos de vida bem vividos...
Vinícius foi diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor. Conhecido por ser um boêmio inveterado, apreciador do cigarro e do uísque, era um conquistador...
Amou intensamente a vida, os amigos e as mulheres casou-se por nove vezes...
Em sua vasta obra que perpassa por música, literatura, cinema e teatro, O Poetinha teve alguns parceiros como: Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Na madrugada de 9 de julho de 1980, Vinícius sentiu-se mal na banheira de sua casa, na Gávea, falecendo logo em seguida. A primeira pessoal para quem sua empregada ligou foi para o amigo do Poetinha Toquinho, um fato inusitado foi que quando este falou com sua mãe que Vinícius havia morrido a mesma perguntou: "Meu filho e agora o que será de você?"
No ano de 2000 após 20 anos da morte de Vinícius a Praia de Ipanema foi palco de um show em sua homenagem com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira Roberto Menescal, Wanda Sá, Zimbo Trio, Os Cariocas e Touinho interpretando composições de sua autoria.
Nesse ano de 2011 a Escola de Samba Império Serrano homenageou O Poetinha com o enredo: "A Benção Vinícius".
Bem fico por aqui com a belíssima canção de Vinícius e Toquinho "Testamento" e como dizia O Poetinha: "Não discuto com o destino, o que pintar eu assino"...
14 de junho de 2011
Você sabe o que é "A Tonga da Mironga do Cabuletê"?
Ano de 1970.
Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado de inaugurar a parceria com o disco "A Arca de Noé", fruto de um velho livro que o “poetinha” fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino.
Encontram o Brasil em pleno "milagre econômico", que milagre... a censura estava em alta, DOPS, AI5, torturas... a Bossa Nova em baixa.
Opositores ao regime pagando com a liberdade e com a vida o preço de seus ideais.
O poeta Vinícius é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.
No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria.
Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.
Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles "tonga da mironga do cabuletê", que significa "o pêlo do cu da mãe".
O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o poeta.
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves.
Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.
E o poeta ainda se divertia com tudo isso:
"Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô".
Fonte: Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado de inaugurar a parceria com o disco "A Arca de Noé", fruto de um velho livro que o “poetinha” fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino.
Encontram o Brasil em pleno "milagre econômico", que milagre... a censura estava em alta, DOPS, AI5, torturas... a Bossa Nova em baixa.
Opositores ao regime pagando com a liberdade e com a vida o preço de seus ideais.
O poeta Vinícius é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.
No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria.
Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.
Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles "tonga da mironga do cabuletê", que significa "o pêlo do cu da mãe".
O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o poeta.
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves.
Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.
E o poeta ainda se divertia com tudo isso:
"Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô".
Fonte: Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
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