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23 de abril de 2012

DIA NACIONAL DO CHORO

Hoje dia 23 de abril é comemorado o Dia Nacional do Choro, em homenagem a data de nascimento do grande músico Alfredo da Rocha Vianna Júnior, o Pixinguinha.
O choro entrou na cena musical brasileira no final do século 19, o gênero mesclava elementos das músicas africana e européia e era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis.
 Segundo José Ramos Tinhorão, o termo choro resultaria dos sons plangentes, graves (baixaria) das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia. 
O século 20 traria uma grande leva de chorões, compositores, instrumentistas, arranjadores, e entre eles, com destaque, Pixinguinha.
Brasília é hoje um dos lugares onde mais se cultua o choro no país. Graças ao trabalho promovido pelo Clube do Choro, capitaneado pelo incansável Reco do Bandolim e ao trabalho realizado pela Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, que a cada dia nos oferece mais e mais talentos.
A Capital Federal preparou algumas atrações para comemorar a data confira:
Na Rodoviária do Plano Piloto às 18:15 h apresentação do grande Manoel Carvalho, clarinetista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, líder da orquestra que anima todo sábado a gafieira do Clube do Choro, acompanhado de sua banda.
No Auditório da Escola de Música de Brasília que fica na 602 Sul, o grupo de choro da própria EMB se apresenta às 18:30 h e, encerrando a programação comemorativa do dia, o Grupo Sorrindo à Toa, primeiro "rebento" da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, toca na Sala Funarte , às 21:00 h, acompanhado de Reco do Bandolim.




25 de janeiro de 2012

25 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DA BOSSA NOVA

Em 17 de abril de 2009, Luís Inácio Lula da Silva sancionou a lei que estabelece a criação do Dia Nacional da Bossa Nova.
A data passou a ser comemorada a partir do ano de 2010, no dia 25 de janeiro, data de aniversário do maestro, compositor e cantor Antônio Carlos Brasileiro Jobim um dos expoentes desse gênero musical genuinamente brasileiro.
A Bossa Nova nasceu no Brasil no final da década de 50, trazendo uma nova maneira de tocar e cantar o samba.
Com uma forte influência do jazz norte-americano, a Bossa Nova passou a ser um dos movimentos musicais brasileiro mais conhecido em todo o mundo. Grandes nomes fizeram parte desse movimento, tais como: João Gilberto, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal dentre outros.
No Rio, cidade onde nasceu o movimento, acontecerá uma série de atividades para comemorar a data como debates, exposições e shows.
Ficamos então com "Desafinado", na voz de Tom Jobim e João Gilberto.



19 de janeiro de 2012

PROJETO VIVA ELIS!

Em 19 de janeiro de 1982 morria Elis Regina Carvalho Costa, aos 36 anos, vítima de uma overdose.
A Pimentinha, como era conhecida pelo seu temperamento forte, é considerada uma das maiores intérpretes brasileiras, foi a primeira artista a se apresentar duas vezes no mesmo ano no Olympia.
No início dos anos 80 disse a seguinte frase que causou muitas polêmicas: "neste país só duas cantam: Gal e eu".
No ano em que marca os 30 anos do falecimento de Elis Regina seus filhos: João Marcello, Pedro Mariano e Maria Rita, em parceria com a NIVEA, lançarão o projeto "Viva Elis". O projeto que terá início em março, mês de aniversário da cantora, contará com uma exposição de fotos, reportagens, vídeos e audios, além de uma turnê da cantora Maria Rita, a qual apresentará um show composto exclusivamente com canções da mãe.
A data prevista para a estreia da turnê é 17 de março em São Paulo, em seguida passará por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. 
Tanto a exposição quanto os shows serão gratuitos e realizados em locais públicos.





2 de dezembro de 2011

DIA NACIONAL DO SAMBA

Salve, salve pessoas hoje 2 de dezembro é comemorado o "Dia Nacional do Samba" e você sabe porquê justo hoje?
O motivo é curioso: Ary Barroso compôs uma belíssima canção em homenagem a Bahia "Na Baixa do Sapateiro", porém o compositor nunca havia visitado nenhuma cidade baiana.
Na primeira vez em que Ary Barroso pisou em Salvador foi justamente num dia 02 de dezembro em 1942, com isso o vereador baiano Luís Monteiro da Costa aprovou uma lei que declarava que aquele dia seria o "Dia Nacional do Samba".
A partir daí a data passou a ser comemorada em todo Brasil, para homenagear esse ritmo que é um dos principais patrimônios culturais brasileiros.
Para homenagear esse ritmo que lava a alma e como já diria o ditado "Quem não gosta de samba bom sujeito não é..." Fiquemos então com "Na Baixa do Sapateiro" de Ary Barroso na voz do baiano Dorival Caymmi.



31 de outubro de 2011

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Nascido em Itabira em 31 de outubro de 1902 Carlos Drummond de Andrade formou-se em farmácia, durante a maior parte de sua vida trabalhou como funcionário público, mas gostava mesmo era de escrever. Foi poeta, contista e cronista.
Se estivesse vivo o poeta completaria hoje 109 e por isso ganhará uma homenagem batizada de "DIA D" que contará com uma diversificada programação inspirada em sua obra.
Segundo o idealizador da homenagem o poeta Eucanaã Ferraz: "não há em toda a literatura brasileira alguém que tenha experimentado tanto quanto Drummond. Não houve aventura poética, seja no que diz respeito ao estético, ao existencial ou ao linguístico, que Drummond não tenha topado”.
Mais detalhes sobre a data você encontra no site: http://diadrummond.ims.uol.com.br
Bom para finalizar e homenagear esse grande poeta optei por um poema que para mim é um dos mais belos...

AUSÊNCIA
"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim".


29 de outubro de 2011

CENTENÁRIO DE NELSON CAVAQUINHO

Nelson Antônio da Silva nascido em 29 de janeiro de 1911, se estivesse vivo completaria hoje 100 anos.
Nelson Cavaquinho era seu nome artístico, estudou até o 3º ano primário para começar a trabalhar em uma fábrica de tecidos e não demorou para sair desse emprego assim como em muitos que arranjou.
Autodidata  aprendeu a tocar cavaquinho e violão sozinho, foi cantor, compositor e poeta.
A morte era personagem assídua em suas canções, suas letras são de uma simplicidade impressionante, como somente os grandes gênios conseguem fazer, não há um verso ou nota a mais que o necessário.  
Com 20 anos, foi obrigado a se casar com Alice. Para garantir o sustento, o pai, Brás, falsificou a idade para 21 anos e arrumou para ele ser cavalariano da Polícia Militar. Mas, como policial, Nelson Cavaquinho continuaria a ser ótimo boêmio.
Totalmente desapegado de bens materiais era capaz de no final de uma madrugada distribuir todo dinheiro ganhado em um show pelos mendigos e prostitutas. Ficando até mesmo sem ter como pagar a condução de volta para casa.
Vendeu grande parte de sua produção e pagou dívidas dando parcerias a desconhecidos.
Apaixonado pela Estação Primeira de Mangueira compôs várias músicas em homenagem a sua escola, que contribuiu todo essa paixão com uma homenagem ao mestre no carnaval deste ano.
Dentre várias pérolas deixadas por Nelson Cavaquinho como: A Flor e o Espinho, Juízo Final, Folhas Secas, Tatuagem foi difícil escolher uma, mas optei por essa que acho belíssima "Prato de Poeta" na voz rouca do próprio Nelson Cavaquinho.




 

27 de outubro de 2011

BHZEMBSB NA MÍDIA

Salve, salve pessoas na última quinta-feira dia 20 de outubro saiu uma indicação do BHZEMBSB em um jornal local aqui de Brasília.
Dêem só uma olhada:

Para vizualisarem melhor acessem: http://www.destakjornal.com.br/pdfedition/2011102041.pdf a reportagem está na página 14.
Beijos a tod@s!



22 de setembro de 2011

GONZAGUINHA

"Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do Sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será"...

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945 se estivesse vivo completaria hoje 66 anos, mas morreu prematuramente aos 46 anos em um acidente de carro em 29 de abril de 1991.
Aos 14 anos Gonzaguinha escreveu sua primeira composição: "Lembranças da Primavera".
Em 1973 Gonzaguinha participou do programa Flávio Cavalcanti, onde apresentou a música "Comportamento Geral" os jurados ficaram apavorados com letra que dizia: "Você deve aprender a baixar a cabeça e dizer sempre muito obrigado. São palavras que ainda te deixam dizer por ser homem bem disciplinado. Deve pois só fazer pelo bem da Nação tudo aquilo que for ordenado".
Como era de se esperar a publicação da música foi proibida e Gonzaguinha foi "convidado" a prestar esclarecimentos ao DOPS.
Sou suspeita para falar desse grande músico, suas letras marcantes sempre com um ar de denúncio e subjetividade ainda estão presentes na boca da rapazida, afinal quem nunca cantou num final de festa: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz"...
Bem é difícil escolher apenas uma canção pra finalizar esse post, dentre tantas pérolas que Gonzaguinha nos deixou, mas com muito custo optei por uma que acho belíssima: "Eu apenas queria que você soubesse". Espero que gostem. 





31 de agosto de 2011

MOMENTO MANGUAÇA CULTURAL

Momento Manguaça Cultural
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
(História contada no Museu do Homem do Nordeste).
Não basta beber, tem que conhecer!

17 de julho de 2011

AGENOR DE OLIVEIRA

Pois então pessoas há algum tempo venho postando algumas sugestões culturais e minhas postagens vem se resumindo a sugestões culturais de uma cidade da qual ainda estou me adaptando. Pois então, para as pessoas que realmente me conhecem e para mim mesma tenho sentido uma "certa" falta de falar mesmo que timidamente das pessoas que passaram pela vida e viveram intensamente, as quais admiro profundamente e que em sua época e em um determinado momento histórico romperam com padrões e paradigmas de suas respectivas épocas.
Começarei então, pelo grande compositor que meus olhos enchem de lágrimas ao ouvir "Ah essas cordas de aço", para quem sabe lê pingo é letra, estou falando do grande Cartola.
Nascido em 11 de janeiro de 1908, Cartola deveria ter sido registrado por Agenor de Oliveira, porém um erro no cartório o registrou como Angenor de Oliveira.
Nascido no bairro do Catete, mudou-se posteriormente por situações financeiras para o Morro do Mangueira, lá conheceu Carlos Cachaça onde iniciou-se no mundo da boemia.
Foi um dos fundadores da Estaçao Primeira de Mangueira.
Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro.
Reza a lenda que a canção "O Mundo é um Moinho" é uma canção feita por Cartola para sua filha que havia "virado" garota de programa, ninguém sabe afirmar ao certo, o importante que essa é uma belíssima canção e que não há quem se emociona ao ouvir essa música curtam então "O Mundo é um Moinho" com cartola e seu pai:







14 de junho de 2011

Você sabe o que é "A Tonga da Mironga do Cabuletê"?

Ano de 1970.
Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado de inaugurar a parceria com o disco "A Arca de Noé", fruto de um velho livro que o “poetinha” fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino.
Encontram o Brasil em pleno "milagre econômico", que milagre... a censura estava em alta, DOPS, AI5, torturas... a Bossa Nova em baixa.
Opositores ao regime pagando com a liberdade e com a vida o preço de seus ideais.
O poeta Vinícius é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.
No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria.
Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.
Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles "tonga da mironga do cabuletê", que significa "o pêlo do cu da mãe".
O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o poeta.
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves.
Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.
E o poeta ainda se divertia com tudo isso:
"Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô".
Fonte: Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.